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Especial AU 2026 | A visão da Modular Data Centers: da integração entre ferramentas à continuidade digital da engenharia

Marketing • Criado em: 04/11/2026 8:01


Carlos Alberto da Silva, Engenheiro Mecânico e Projetista Mecânico da Modular Data Centers, compartilha como inteligência artificial, engenharia modular e dados conectados estão ajudando a transformar processos de engenharia em operações mais integradas, rastreáveis e escaláveis.

Ao longo do Especial AU 2026, diferentes profissionais compartilharam suas visões sobre as transformações que estão redefinindo a engenharia, a construção e a manufatura. Das reflexões de Léo Onuchic, Diretor Adjunto da NTI Brasil, sobre inteligência artificial e dados conectados, passando pelas perspectivas de Kelly Tonon sobre colaboração e conexões humanas, pelos insights de Paulo Santos, Head de Design & Manufacturing na NTI Brasil, sobre PLM e Digital Thread, até a visão de Marcio Milagres, New Business Director da Draft Solutions, sobre capacidade de entrega e continuidade dos dados, uma mensagem permaneceu constante em todas as discussões: o futuro pertence às organizações que conseguirem conectar informações, processos e pessoas em um fluxo cada vez mais integrado.

Essa mesma reflexão ganhou uma dimensão prática durante o Autodesk University 2026 na visão de Carlos Alberto da Silva, Engenheiro Mecânico e Projetista Mecânico da Modular Data Centers.

Em uma empresa especializada no desenvolvimento de data centers modulares, onde diferentes disciplinas, equipes e tecnologias precisam atuar de forma coordenada, a integração deixou de ser apenas uma iniciativa tecnológica para se tornar uma necessidade operacional. Garantir que modelos, documentos, listas de materiais, revisões e processos de fabricação permaneçam conectados ao longo de toda a jornada do produto é um dos desafios centrais para quem busca escalar a engenharia sem renunciar à qualidade e da rastreabilidade.

Foi justamente por isso que muitas das discussões apresentadas durante o Autodesk University 2026 chamaram a atenção da equipe da Modular Data Centers.

Para Carlos, o principal aprendizado do evento foi perceber que a transformação digital está entrando em uma nova fase. Se nos últimos anos o objetivo era conectar ferramentas e digitalizar atividades, agora o desafio passa a ser conectar processos, dados e decisões, criando uma continuidade capaz de acompanhar o produto desde o conceito até a fabricação.

 

“O valor da tecnologia depende tanto da ferramenta uanto da maturidade dos processos e da capacidade da organização de utilizá-la de forma integrada.”

Carlos Alberto da Silva 
Engenheiro Mecânico e Projetista Mecânico | Modular Data Centers

 

Da integração entre ferramentas à integração inteligente

Durante muitos anos, a transformação digital esteve associada principalmente à adoção de ferramentas especializadas para resolver desafios específicos de engenharia.

Modelagem tridimensional, coordenação de projetos, gestão de documentos, controle de revisões e colaboração digital trouxeram ganhos significativos para empresas que buscavam mais produtividade e qualidade.

Mas o AU 2026 mostrou que o próximo passo dessa evolução vai além.

A questão já não é apenas conectar softwares. A discussão passa a ser como conectar processos, informações e decisões para que os dados possam circular ao longo de toda a cadeia de desenvolvimento sem perder contexto ou rastreabilidade.

Para a Modular Data Centers, esse conceito possui aplicação direta.

Os projetos envolvem disciplinas distintas, plataformas diferentes, estruturas complexas e processos que vão desde o desenvolvimento conceitual até a fabricação dos módulos. Quando as informações não permanecem alinhadas entre essas etapas, aumentam os riscos de retrabalho, inconsistências e perda de produtividade.

Por isso, a integração precisa ser compreendida como uma continuidade operacional.

O objetivo não é apenas compartilhar arquivos entre sistemas, mas garantir que informações de engenharia, documentação, listas de materiais, revisões e mudanças continuem conectadas durante todo o ciclo de desenvolvimento.

 

A inteligência artificial começa a atuar dentro dos processos

Entre os temas que mais chamaram a atenção da Modular durante o evento estão os avanços relacionados à inteligência artificial aplicada à engenharia.

Carlos destaca especialmente a evolução do Autodesk Assistant e a direção apresentada pela Autodesk para uma inteligência artificial capaz de compreender o contexto dos projetos.

A mudança é significativa.

Durante muito tempo, a IA foi vista principalmente como uma ferramenta para geração de respostas ou auxílio pontual ao usuário. Agora, a tecnologia começa a avançar para um cenário em que pode analisar informações, apoiar decisões e participar de determinadas etapas dos processos de engenharia.

O diferencial está no contexto.

Em uma empresa de engenharia, não basta gerar uma resposta aparentemente correta. É necessário compreender modelos, componentes, revisões, aprovações, estruturas de produto e regras de negócio.

Uma recomendação só gera valor quando considera a realidade específica do projeto.

Por esse motivo, a inteligência artificial depende diretamente da qualidade das informações disponíveis.

Quanto mais estruturados estiverem os dados, maiores serão as possibilidades de automatização, análise e apoio à tomada de decisão.

Para a Modular Data Centers, a IA representa uma oportunidade para reduzir tarefas repetitivas, apoiar verificações técnicas, identificar inconsistências e ampliar a capacidade das equipes. Mas sua aplicação precisa continuar associada a processos claros, governança e validação técnica.

 

Cinco tendências que devem transformar a engenharia nos próximos anos

A partir das discussões realizadas no Autodesk University 2026, Carlos identifica cinco tendências que terão impacto direto no futuro da engenharia.

Inteligência artificial integrada aos processos

A primeira delas é a evolução da IA para além de assistentes conversacionais. A tendência é que ela participe cada vez mais de análises, verificações e automações dentro dos próprios fluxos de trabalho.

BIM além da modelagem

A segunda é a evolução do BIM para um papel cada vez mais conectado à fabricação, à montagem, à operação e à gestão das informações. O modelo deixa de ser apenas uma representação visual para se tornar uma estrutura de dados.

Engenharia modular e industrializada

A terceira tendência é o avanço da engenharia baseada em padronização, reutilização e previsibilidade. Empresas precisarão entregar mais, com mais qualidade e em menos tempo, sem reconstruir tudo a cada novo projeto.

Continuidade digital

A quarta tendência é a conexão entre requisitos, modelos, documentação, listas de materiais, revisões, processos de mudança e sistemas corporativos ao longo de todo o ciclo de vida.

Automação e integração

A quinta tendência está relacionada ao crescimento das APIs, integrações entre plataformas e agentes inteligentes capazes de automatizar atividades e conectar sistemas.

Para a Modular Data Centers, essas tendências possuem uma importância estratégica.

A empresa precisa escalar sua capacidade de entrega, manter altos padrões de qualidade e atender requisitos específicos de cada cliente sem abrir mão da consistência técnica.

 

Engenharia modular exige dados conectados

Um dos grandes desafios enfrentados por empresas que atuam com soluções modulares é equilibrar padronização e flexibilidade.

De um lado, é necessário reaproveitar componentes, acelerar o desenvolvimento e aumentar a previsibilidade da fabricação.

Do outro, cada projeto possui características específicas, exigências particulares e requisitos próprios de implantação.

A resposta para esse desafio está na qualidade das informações.

Quando componentes, modelos, listas de materiais e processos permanecem conectados, torna-se possível reutilizar soluções existentes sem perder o controle das alterações.

Isso permite avaliar impactos com maior rapidez, aumentar a rastreabilidade e reduzir a necessidade de retrabalho.

Nessa lógica, BIM, PDM e PLM deixam de ser iniciativas independentes e passam a atuar de forma complementar.

Os modelos representam o projeto. Os sistemas de gestão controlam documentos, revisões e estruturas de produto. As plataformas de processo garantem governança e rastreabilidade.

A combinação dessas capacidades cria condições para ampliar a escala da engenharia sem comprometer a qualidade.

 

Um fluxo conectado entre Inventor, Vault, Forma e Fusion Manage

Entre todas as apresentações acompanhadas durante o evento, uma das que mais chamaram a atenção de Carlos foi "Unlocking Connected Workflows: Vault Connector for Forma and Fusion Manage".

O motivo é simples: a demonstração apresentou exatamente o tipo de integração que a Modular busca fortalecer nos próximos anos.

O fluxo demonstrado conectava o desenvolvimento realizado no Autodesk Inventor, o gerenciamento de arquivos e revisões no Vault Professional e a disponibilização dessas informações no Autodesk Forma para coordenação com arquitetura, estruturas e instalações.

A partir dessa integração, os equipamentos desenvolvidos pela engenharia passam a participar de um ambiente colaborativo mais amplo, permitindo análises de interferência, atribuição de responsabilidades e acompanhamento das correções de forma contínua.

Além disso, a integração com o Fusion Manage fortalece a sincronização de itens, listas de materiais e processos de gestão de mudanças.

O resultado é uma redução significativa das transferências manuais de informações e uma melhoria na rastreabilidade entre os sistemas.

Para Carlos, a principal lição dessa demonstração não está apenas na tecnologia utilizada.

 

“O grande valor não está apenas em conectar plataformas, mas em estabelecer uma continuidade digital na qual os dados corretos chegam às equipes certas, no momento certo.”

Carlos Alberto da Silva 
Engenheiro Mecânico e Projetista Mecânico | Modular Data Centers

Essa visão está diretamente alinhada à transformação digital que a Modular Data Centers vem conduzindo.

 

Construindo um ecossistema conectado

Na Modular Data Centers, a digitalização está sendo conduzida a partir da construção de um ecossistema integrado.

O Revit e o Inventor atendem às necessidades específicas das diferentes disciplinas de projeto. O Vault e o Fusion Manage oferecem suporte para gestão de dados, revisões, aprovações e mudanças. O Autodesk Forma amplia as possibilidades de colaboração e integração ao longo do fluxo de desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, a conexão com sistemas corporativos, como o SAP, aproxima os dados de engenharia dos processos de negócio e manufatura.

O objetivo não é simplesmente utilizar mais plataformas.

O objetivo é fazer com que as informações circulem entre elas de forma consistente, preservando contexto, rastreabilidade e confiabilidade.

Essa arquitetura permite reutilizar informações, reduzir atividades manuais, fortalecer a gestão das mudanças e melhorar a integração entre engenharia e fabricação.

 

Do aprendizado à execução

Para Carlos, os benefícios do Autodesk University não devem ficar restritos à atualização tecnológica.

Eles precisam ser traduzidos em iniciativas práticas.

A primeira oportunidade identificada está na automação de tarefas repetitivas e na padronização de componentes, templates e processos.

A segunda está no fortalecimento da integração entre engenharia, gestão de produto e manufatura, conectando de forma mais eficiente Revit, Inventor, Vault, Fusion Manage e SAP.

A terceira está na aplicação controlada da inteligência artificial para verificações, análise de informações e identificação de inconsistências.

Em todos os casos, a prioridade é avançar por meio de projetos-piloto com objetivos claros, indicadores definidos e resultados mensuráveis.

Essa abordagem permite avaliar impactos reais antes de expandir as iniciativas para áreas mais amplas da organização.

 

“A participação no Autodesk University não pode ficar restrita à atualização tecnológica. Ela precisa se transformar em um plano de evolução para a engenharia, com benefícios demonstráveis para o negócio.”

Carlos Alberto da Silva 
Engenheiro Mecânico e Projetista Mecânico | Modular Data Centers

 

Conectar dados, processos e decisões

A visão de Carlos complementa de maneira direta os temas discutidos ao longo desta série.

Se a inteligência artificial depende de dados estruturados, se a continuidade digital depende de processos bem definidos e se a capacidade de entrega depende da integração entre equipes e sistemas, então o verdadeiro desafio da transformação digital passa a ser a conexão entre todos esses elementos.

Para empresas como a Modular Data Centers, essa transformação acontece todos os dias, conectando projeto, gestão das informações, controle de alterações e fabricação.

O Autodesk University 2026 reforçou que a próxima etapa da digitalização não será definida apenas pelas ferramentas adotadas.

Ela será definida pela capacidade das organizações de utilizar essas ferramentas como parte de um fluxo contínuo de informações, decisões e resultados.

Porque o verdadeiro valor da transformação digital não está apenas em desenvolver modelos melhores.

Está em garantir que as informações certas cheguem às pessoas certas, no momento certo, durante toda a vida do produto.

 

Sobre Carlos Alberto da Silva

Carlos Alberto da Silva é Engenheiro Mecânico e Projetista Mecânico da Modular Data Centers. Atua em iniciativas relacionadas à integração entre BIM, gestão de dados, controle de revisões, estruturas de produto e processos de engenharia.

Durante o Autodesk University 2026, acompanhou discussões sobre inteligência artificial contextual, engenharia modular, BIM, PLM, automação e continuidade digital, temas que fazem parte da evolução tecnológica e operacional da Modular Data Centers.

TAGS: Autodesk University Modular Data Centers Inteligência Artificial Engenheiro Mecânico Projetista Mecânico Revit Inventor Vault Fusion Manage SAP
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